ASTRONÁUTICA
a tripulação para a missão,”
diz Suffredini.
“Mas ocorreu-nos mais tarde que tínhamos
esta verdade em terra no Mark.”
Scott Kelly e Mikhail Kornienko regressaram
a casa a 1 de março de 2016. Desde então,
uma equipa de investigadores tem andado a
comparar amostras biológicas tiradas de cada
gémeo antes, durante e depois da missão de
um ano, resultando num conjunto enorme
de dados. Uma base de dados integrada está
a ser criada com os resultados de várias inves-
tigações e comparações. Este ‘estudo dos gé-
meos’ é bastante diferente dos estudos nor-
mais que resultam em publicações.
Os resultados são normalmente publicados
em revistas científicas que iniciam discussões
acerca das descobertas, mas os resultados
deste estudo já estão a ser incorporados an-
tes de serem publicados, e os dados estão
partilhados em vez de a investigação ser feita
individualmente.
“A beleza deste estudo é que quando se in-
tegram conjuntos ricos de dados de informa-
ção fisiológica, neuro-comportamental e mo-
lecular, podem-se descobrir correlações e ver
padrões,”
diz Tejaswini Mishra, investigador
na Stanford University School of Medicine,
que está a criar a base de dados integrados.
“Nunca ninguém viu assim tão fundo a um
sujeito humano e perfilado neste detalhe. A
maioria dos investigadores combinam talvez
dois ou três tipos de dados, mas este estudo
é um dos poucos que está a recolher muitos
tipos de dados diferentes e uma quantidade
de informação sem precedentes.”
Há medida
que investigadores individuais integram os
dados e chegam a conclusões acerca de vá-
rios aspetos, a compilação sumarizada está
a tomar forma e chegamos ainda mais pró-
ximos de uma visualização completa e muito
correta de como o corpo humano se altera
durante um voo espacial. A publicação su-
marizada conjunta sairá mais tarde em
2017, a ser seguida por artigos dos investi-
gadores. Contudo, muitas conclusões estão
já a ser lançadas no Investigators’ Workshop
em Galveston, Texas, onde resultados preli-
minares de investigação foram apresenta-
dos no final de janeiro. Na investigação Bio-
chemical Profile, parece ter havido um de-
S
cott e Mark
Kelly fizeram
parte de uma
experiência arro-
jada para ver
como o corpo hu-
mano se alterou
após um ano no
espaço. [NASA]




