Table of Contents Table of Contents
Previous Page  14 / 54 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 14 / 54 Next Page
Page Background

CRÓNICAS ESPACIAIS

E

ste gráfico ilustra

como os cientistas

da Cassini pensam que

a água interage com

rocha no fundo do

oceano da lua gelada

de Saturno, produzin-

do gás hidrogénio.

[NASA/JPL-Caltech]

Estas imagens reforçam

evidências de que as plu-

mas de Europa podem

ser um fenómeno real,

a ocorrer intermitente-

mente na mesma região

na superfície da lua.

A pluma recentemente

fotografada eleva-se a

cerca de 100 quilómetros

(62 milhas) acima da su-

perfície da Europa, en-

quanto a observada em

2014 foi estimada ele-

var-se até cerca de 50 qui-

lómetros (30 milhas) de

altitude. Ambas corres-

pondem à localização

de uma região invulgar-

mente quente que con-

tém características que

aparentam ser rachas na

crosta gelada da lua, vis-

ta nos finais 1990s pela

nave espacial Galileo da

NASA. Investigadores es-

peculamque, tal como na

Enceladus, isto pode ser

evidência de água a ir-

romper do interior da

lua.

“As plumas em Ence-

ladus estão associadas a

regiões mais quentes,

portanto após o Hubble ter fotogra-

fado esta nova característica parecida

com uma pluma na Europa, fomos

ver a localização no mapa termal da

Galileo. Descobrimos que a candidata

a pluma na Europa está num local

com anomalia térmica,”

disse William

Sparks do Space Telescope Science In-

stitute em Baltimore, Maryland.

está a ocorrer no oceano de Encela-

dus. Resultados anteriores, publica-

dos em março de 2015, sugeriu que

água quente está a interagir com

rocha por baixo do mar; as novas des-

cobertas defendem essa conclusão e

acrescentam que a rocha aparenta

estar a reagir quimicamente para

produzir o hidrogénio. O estudo de-

talhando novas descobertas do Hub-

ble Space Telescope, publicado no

The Astrophysical Journal Letters

,

fala acerca de observações da Europa

em 2016 onde uma pluma provável

de material foi vista a entrar em

erupção da superfície da lua na

mesma localização onde o Hubble

viu provas de uma pluma em 2014.