CRÓNICAS ESPACIAIS
E
ste gráfico ilustra
como os cientistas
da Cassini pensam que
a água interage com
rocha no fundo do
oceano da lua gelada
de Saturno, produzin-
do gás hidrogénio.
[NASA/JPL-Caltech]
Estas imagens reforçam
evidências de que as plu-
mas de Europa podem
ser um fenómeno real,
a ocorrer intermitente-
mente na mesma região
na superfície da lua.
A pluma recentemente
fotografada eleva-se a
cerca de 100 quilómetros
(62 milhas) acima da su-
perfície da Europa, en-
quanto a observada em
2014 foi estimada ele-
var-se até cerca de 50 qui-
lómetros (30 milhas) de
altitude. Ambas corres-
pondem à localização
de uma região invulgar-
mente quente que con-
tém características que
aparentam ser rachas na
crosta gelada da lua, vis-
ta nos finais 1990s pela
nave espacial Galileo da
NASA. Investigadores es-
peculamque, tal como na
Enceladus, isto pode ser
evidência de água a ir-
romper do interior da
lua.
“As plumas em Ence-
ladus estão associadas a
regiões mais quentes,
portanto após o Hubble ter fotogra-
fado esta nova característica parecida
com uma pluma na Europa, fomos
ver a localização no mapa termal da
Galileo. Descobrimos que a candidata
a pluma na Europa está num local
com anomalia térmica,”
disse William
Sparks do Space Telescope Science In-
stitute em Baltimore, Maryland.
está a ocorrer no oceano de Encela-
dus. Resultados anteriores, publica-
dos em março de 2015, sugeriu que
água quente está a interagir com
rocha por baixo do mar; as novas des-
cobertas defendem essa conclusão e
acrescentam que a rocha aparenta
estar a reagir quimicamente para
produzir o hidrogénio. O estudo de-
talhando novas descobertas do Hub-
ble Space Telescope, publicado no
The Astrophysical Journal Letters
,
fala acerca de observações da Europa
em 2016 onde uma pluma provável
de material foi vista a entrar em
erupção da superfície da lua na
mesma localização onde o Hubble
viu provas de uma pluma em 2014.




