O
s gémeos
idênticos,
Scott e Mark
Kelly, são os su-
jeitos do Twins
Study da NASA.
Scott (esquerda)
esteve um ano no
espaço enquanto
Mark (direita)
permaneceu na
Terra como su-
jeito de controlo.
Investigadores
estão a estudar
os efeitos de via-
gens espaciais no
corpo humano.
Esquerda, investi-
gadores do Twins
Study. [NASA]
O nosso corpo está especificamente dese-
nhado para a força gravitacional da Terra.
Quando os astronautas viajam pelo espaço,
experienciam uma quase ausência de gravi-
dade, conhecida por microgravidade. Num
ambiente commenos força-G, seja no espaço,
na Lua ou eventualmente em Marte, o corpo
humano sofre várias mudanças graduais: os
ossos começam a ficar frágeis, os globos ocu-
lares perdem a sua forma normal, o coração
bate commenos eficiência, as pernas perdem
massa muscular, e provavelmente muito mais
que ainda não sabemos. Para lutar contra
estas mudanças físicas, os astronautas têm de
entrar num regime muito rigoroso de exercí-
cio e dieta específica.
Contudo, não é assim tão fácil exercitar no
espaço. O nosso treino normal usa gravidade,
seja fazer flexões, levantar pesos ou correr.
Uma maneira de os astronautas se exercita-
rem dentro da Estação Espacial Internacional
(ISS) é correndo numa passadeira com cordas
a puxá-los contra o chão. Este é um pequeno
exemplo do quão difícil é viver no espaço,
desde comer até tomar banho e dormir. Não
se trata apenas da experiência incrivelmente
bela que estamos habituados a imaginar. Seja
num belíssimo palácio ou na ISS, ficar dentro




