CRÓNICAS ESPACIAIS
to espetaculares
quando adquirem
massa rapidamen-
te ao engolirem
gás formador de
estrelas.
As novas obser-
vações do ALMA
desta região, ti-
radas em 2015 e
em 2016, revelam
que mudanças
dramáticas ocor-
reram numa por-
ção do proto-
aglomerado cha-
mado NGC 6334I-
MM1 nos anos
desde as observa-
ções originais do
SMA. Esta região
é agora cerca de
quatro vezes mais
brilhante
em
comprimentos de
onda milimétri-
cos, o que signi-
fica que a proto-
estrela central es-
tá quase 100 vezes mais luminosa que
antes. Os astrónomos especulam que
o que levou a esta explosão foi um
grande amontoado invulgar de mate-
rial que foi atraído para o disco de
acreção da estrela, criando um emba-
raço de poeira e gás. Após material
suficiente ter sido acumulado, o em-
baraço explodiu, libertando uma ava-
lanche de gás contra a estrela em
crescimento. Este evento extremo de
acreção aumentou imensamente a lu-
minosidade da estrela, aquecendo a
sua poeira circundante. É esta poeira
quente e brilhante que os astrónomos
observaram com o ALMA.
Apesar de eventos semelhantes terem
sido já observados em luz infraver-
melha, esta é a primeira vez que tal
evento é identificado em comprimen-
tos de onda milimétricos. Para assegu-
rar que as alterações observadas não
eram resultado de diferenças nos te-
res do Hartebees-
thoek Radio Ob-
servatory na Áfri-
ca do Sul. Este ob-
servatório de um
só disco estava a
monitorizar os si-
nais rádio de ma-
sers na mesma re-
gião. Masers são
o naturalmente
ocorrente rádio
cósmico equiva-
lente dos lasers.
São potenciados
por uma varie-
dade de proces-
sos enérgicos ao
longo do univer-
so, incluindo ex-
plosões de estre-
las em crescimen-
to rápido.
Os dados do ob-
servatório Harte-
beesthoek reve-
lam um pico a-
brupto e dramá-
tico em emissão
maser desta região no início de 2015,
apenas alguns meses antes da pri-
meira observação do ALMA. Tal pico
é precisamente o que os astrónomos
esperariam ver se houvesse uma pro-
toestrela a passar por um salto de cre-
scimento grande.
“Estas observações
acrescentam provas para a teoria de
que formação estelar é pontuada por
uma sequência de eventos dinâmicos
que constroem uma estrela, em vez
de um crescimento suave contínuo,”
concluiu Hunter.
“Também nos diz
que é importante monitorizar estre-
las jovens em comprimentos de on-
da rádio e milimétricos, porque estes
comprimentos de onda permitem-
nos encontrar as regiões formadoras
de estrelas mais jovens e mais pro-
fundamente embebidas. Capturar
tais eventos na fase mais jovem pode
revelar novos fenómenos do pro-
cesso de formação estelar.”
C
omparando observações de dois telescópios diferentes de comprimentos de
onda milimétricos, ALMA e SMA, os astrónomos notaram uma explosão mas-
siva numa nuvem formadora de estrelas. Porque as imagens do ALMA são mais
sensíveis e mostram melhor detalhe, foi possível usá-las para simular o que o SMA
poderia ter visto em 2015 e 2016. Subtraindo as imagens anteriores do SMA às ima-
gens simuladas, os astrónomos puderam ver que uma alteração significativa tinha
ocorrido em MM1 enquanto as outras três fontes milimétricas (MM2, MM3, MM4)
estão inalteradas. [ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); SMA, Harvard/Smithsonian CfA]
lescópios ou simplesmente devido a
um erro de processamento de dados,
Hunter e os seus colegas usaram os
dados do ALMA como ummodelo pa-
ra simular com precisão o que o SMA
– com as suas capacidades mais mo-
destas – teria vista se realizasse opera-
ções semelhantes em 2015 e 2016.
Ao subtrair digitalmente as imagens
de 2008 do SMA das imagens simula-
das, os astrónomos confirmaram que
havia de facto uma mudança signifi-
cativa e consistente de um membro
do proto-aglomerado.
“Após termos
confirmado que estávamos a compa-
rar os dois conjuntos de observações
de um mesmo campo, soubemos que
estávamos a testemunhar uma altura
muito especial no crescimento de uma
estrela,”
disse Crystal Brogan, também
com o NRAO e coautora do trabalho.
Confirmações posteriores deste even-
to vieram de dados complementa-
n




