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CRÓNICAS ESPACIAIS

Mas a energia combinada do duo,

que as está a propulsionar para fora,

não batia bem. Os investigadores su-

puseram que deve haver pelo menos

um outro culpado que roubou ener-

gia do lançamento estelar. Agora o

Hubble Space Telescope da NASA aju-

dou os astrónomos a encontrar a úl-

tima peça do puzzle apanhando uma

terceira estrela fugitiva.

Os astrónomos seguiram o percurso

da nova estrela encontrada de volta

ao mesmo local onde as duas estrelas

conhecidas anteriores se localizavam

há 540 anos atrás. O trio reside numa

pequena região de estrelas jovens

chamada Kleinmann-Low Nebula,

perto do centro do vasto complexo

da Orion Nebula, localizado a 1300

anos-luz de distância.

“As novas ob-

servações do Hubble providenciam

evidências muito fortes de que estas

três estrelas foram ejetadas de um sis-

tema estelar múltiplo,”

disse o inve-

stigador líder Kevin Luhman da Penn

State University em University Park,

Pensilvânia.

“Astrónomos tinham an-

tes encontrado alguns outros exem-

plos de estrelas a moverem-se rapida-

mente rastreadas até sistemas estela-

res múltiplos, e, portanto, foram pro-

Estrela fugitiva

contém pistas

de rutura de

sistema

multiestelar

por NASA

E

nquanto as famílias reais bri-

tânicas lutavam na Guerra das

Rosas nos anos 1400s pelo con-

trolo do trono de Inglaterra, um

agrupamento de estrelas travava a

sua própria briga contenciosa – uma

guerra de estrelas distante na Orion

Nebula. As estrelas lutavam umas

contra as outras numa contenda gra-

vitacional, que terminou com o sis-

tema a separar-se e pelo menos três

estrelas a serem ejetadas em diferen-

tes direções. As estrelas instáveis e rá-

pidas permaneceram despercebidas

durante centenas de anos até que, ao

longo das últimas décadas, duas de-

las foram avistadas em observações a

infravermelho e rádio, que podem

penetrar a poeira espessa da Orion

Nebula. As observações mostraram

que as duas estrelas viajavam a altas

velocidades em direções opostas uma

da outra. A origem das estrelas, con-

tudo, era um mistério. Astrónomos

mapearam ambas as estrelas até 540

anos antes à mesma localização e su-

geriram que faziam parte de um sis-

tema estelar múltiplo agora defunto.

vavelmente ejetadas. Mas estas três

estrelas são os exemplos mais jovens

de tais estrelas ejetadas. Elas têm pro-

vavelmente apenas algumas centenas