CRÓNICAS ESPACIAIS
As imagens da galáxia, localizada a
8 mil milhões de anos-luz de distân-
cia, revelaram um quasar brilhante,
a assinatura energética de um bu-
raco negro ativo, localizado longe do
núcleo galáctico.
“Buracos negros
residem no centro das galáxias,
portanto é invulgar ver um quasar
sem ser no centro,”
aponta o líder
da equipa Marco Chiaberge, investi-
Buraco negro super-
massivo expulso de
núcleo galáctico
por ESA/NASA
A
pesar de vários outros bura-
cos negros fugitivos suspeitos
terem sido
vistos em outros lo-
cais, nenhum foi
até agora confir-
mado.
Agora os astróno-
mos utilizando o
Hubble Space Tele-
scope detetaram
um buraco negro
supermassivo, com
uma massa mil mil-
hões de vezes ma-
ior que a do Sol, a
ser expulso da sua
galáxia paterna.
“Estimamos que foi
necessária uma e-
nergia equivalente
a 100 milhões de
supernovas a explo-
direm simultanea-
mente para ejetar
o buraco negro,”
descreve Stefano
Bianchi, coautor do
estudo, da Roma
Tre University, Itá-
lia. As imagens ti-
radas pelo Hubble
providenciam a pri-
meira prova de que
a galáxia, chamada
3C186, era invulgar.
A
galáxia 3C186, localizada a cerca de 8 mil milhões de anos da Terra, é muito provavelmente o
resultado de uma fusão entre duas galáxias. Isto é defendido por marés de perturbação em
forma de arco, normalmente produzidas por um puxão gravitacional entre duas galáxias a colidi-
rem, identificadas pelos cientistas. A fusão das galáxias também levou a uma fusão dos dois bura-
cos negros supermassivos nos seus centros, e o buraco negro resultante foi posteriormente expulso
da sua galáxia paterna pelas ondas gravitacionais criadas pela fusão. O quasar brilhante parecido
com uma estrela pode ser visto no centro da imagem. A sua antiga galáxia anfitriã é o objeto
desvanecido e estendido atrás. [NASA, ESA, and M. Chiaberge (STScI/ESA)]




