Table of Contents Table of Contents
Previous Page  35 / 54 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 35 / 54 Next Page
Page Background

CRÓNICAS ESPACIAIS

dores liderada

por Tetsu Kita-

yama, professor

na Toho Univer-

sity, Japão, utili-

zou o ALMA pa-

ra investigar o

gás quente num

aglomerado ga-

láctico.

O gás quente é

um componente

essencial para

compreender a

natureza e evo-

lução de aglome-

rados galácticos.

Apesar de o gás

quente não emi-

tir ondas rádio

detetáveis com o

ALMA, o gás dis-

persa as ondas

rádio da Cosmic

Microwave Back-

ground e faz um

“buraco” em tor-

no do aglome-

rado galáctico.

Ondas rádio Cos-

mic Microwave

B a c k g r o u n d

(CMB) vêm de

todas as direções. Quando as ondas

rádio CMB passam através do gás

quente num aglomerado galáctico,

as ondas rádio interagem com ele-

trões de alta energia no gás quente

e ganham energia. Como resultado,

as ondas rádio CMB desviam-se para

uma energia maior. Observando da

Terra, a CMB no intervalo de ener-

gia original tem menos intensidade

perto do aglomerado galáctico. Isto

é chamado o “efeito Sunyaev-Zel’-

dovich,” proposto primeiramente

por Rashid Sunyaev e Yakov Zel’do-

vich em 1970.

A equipa observou o aglomerado ga-

láctico RX J1347.5-1145, conhecido

entre os astrónomos pelo seu forte

efeito SZ e que foi observado muitas

contribuição ja-

ponesa para o

projeto. As ante-

nas de pequeno

diâmetro do Mo-

rita Array e a sua

c on f i gu r a ç ão

bem arrumada

de antenas pro-

videnciam um

campo de visão

mais amplo.

Ao usarem os

dados do Morita

Array, os astró-

nomos conse-

guemmedir com

precisão as on-

das rádio de ob-

jetos a subten-

der um grande

ângulo no céu.

Com o ALMA, a

equipa obteve

uma imagem do

efeito SZ da RX

J1347 . 5 - 1145 ,

com o dobro da

resolução e dez

vezes

melhor

s en s i b i l i dade

que as observa-

ções anteriores.

Esta é a primeira imagem do efeito

SZ com o ALMA. A imagem SZ do

ALMA é consistente com as observa-

ções anteriores e ilustra melhor a dis-

tribuição de pressão do gás quente.

Isto prova que o ALMA é altamen-

te capaz de observar o efeito SZ e

mostra claramente que uma colisão

gigantesca está a acontecer neste

aglomerado galáctico.

“Foi há quase 50 anos que o efeito SZ

foi proposto pela primeira vez,”

ex-

plica Kitayama. “O efeito é bastante

fraco, e tem sido difícil de fotografar

o efeito com alta resolução. Graças

ao ALMA, desta vez fizemos um pro-

gresso há muito esperado para tra-

çar um novo percurso de observação

da evolução cósmica.”

A

imagem mostra a medição do efeito SZ no aglomerado galáctico RX J1347.5-

1145 tirada com o ALMA (azul). A imagem de fundo foi tirada pelo Hubble Space

Telescope. Um “buraco” causado pelo efeito SZ é visto nas observações do ALMA.

[ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Kitayama et al., NASA/ESA Hubble Space Telescope]

vezes com telescópios rádio. Por ex-

emplo, o Nobeyama 45-m Radio Te-

lescope, operado pelo National As-

tronomical Observatory of Japan, re-

velou uma distribuição desequili-

brada do gás quente neste aglome-

rado galáctico, que não foi visto em

observações raio-X. Para compreen-

der melhor a desigualdade, os astró-

nomos precisam de observações com

melhor resolução. Mas objetos rela-

tivamente macios e amplamente dis-

tribuídos, como o gás quente em

aglomerados galácticos, são difíceis

de fotografar com interferómetros

rádio de alta resolução. Para superar

esta dificuldade, o ALMA utilizou o

Atacama Compact Array, também

conhecido por Morita Array, a maior

n