CRÓNICAS ESPACIAIS
dores liderada
por Tetsu Kita-
yama, professor
na Toho Univer-
sity, Japão, utili-
zou o ALMA pa-
ra investigar o
gás quente num
aglomerado ga-
láctico.
O gás quente é
um componente
essencial para
compreender a
natureza e evo-
lução de aglome-
rados galácticos.
Apesar de o gás
quente não emi-
tir ondas rádio
detetáveis com o
ALMA, o gás dis-
persa as ondas
rádio da Cosmic
Microwave Back-
ground e faz um
“buraco” em tor-
no do aglome-
rado galáctico.
Ondas rádio Cos-
mic Microwave
B a c k g r o u n d
(CMB) vêm de
todas as direções. Quando as ondas
rádio CMB passam através do gás
quente num aglomerado galáctico,
as ondas rádio interagem com ele-
trões de alta energia no gás quente
e ganham energia. Como resultado,
as ondas rádio CMB desviam-se para
uma energia maior. Observando da
Terra, a CMB no intervalo de ener-
gia original tem menos intensidade
perto do aglomerado galáctico. Isto
é chamado o “efeito Sunyaev-Zel’-
dovich,” proposto primeiramente
por Rashid Sunyaev e Yakov Zel’do-
vich em 1970.
A equipa observou o aglomerado ga-
láctico RX J1347.5-1145, conhecido
entre os astrónomos pelo seu forte
efeito SZ e que foi observado muitas
contribuição ja-
ponesa para o
projeto. As ante-
nas de pequeno
diâmetro do Mo-
rita Array e a sua
c on f i gu r a ç ão
bem arrumada
de antenas pro-
videnciam um
campo de visão
mais amplo.
Ao usarem os
dados do Morita
Array, os astró-
nomos conse-
guemmedir com
precisão as on-
das rádio de ob-
jetos a subten-
der um grande
ângulo no céu.
Com o ALMA, a
equipa obteve
uma imagem do
efeito SZ da RX
J1347 . 5 - 1145 ,
com o dobro da
resolução e dez
vezes
melhor
s en s i b i l i dade
que as observa-
ções anteriores.
Esta é a primeira imagem do efeito
SZ com o ALMA. A imagem SZ do
ALMA é consistente com as observa-
ções anteriores e ilustra melhor a dis-
tribuição de pressão do gás quente.
Isto prova que o ALMA é altamen-
te capaz de observar o efeito SZ e
mostra claramente que uma colisão
gigantesca está a acontecer neste
aglomerado galáctico.
“Foi há quase 50 anos que o efeito SZ
foi proposto pela primeira vez,”
ex-
plica Kitayama. “O efeito é bastante
fraco, e tem sido difícil de fotografar
o efeito com alta resolução. Graças
ao ALMA, desta vez fizemos um pro-
gresso há muito esperado para tra-
çar um novo percurso de observação
da evolução cósmica.”
A
imagem mostra a medição do efeito SZ no aglomerado galáctico RX J1347.5-
1145 tirada com o ALMA (azul). A imagem de fundo foi tirada pelo Hubble Space
Telescope. Um “buraco” causado pelo efeito SZ é visto nas observações do ALMA.
[ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Kitayama et al., NASA/ESA Hubble Space Telescope]
vezes com telescópios rádio. Por ex-
emplo, o Nobeyama 45-m Radio Te-
lescope, operado pelo National As-
tronomical Observatory of Japan, re-
velou uma distribuição desequili-
brada do gás quente neste aglome-
rado galáctico, que não foi visto em
observações raio-X. Para compreen-
der melhor a desigualdade, os astró-
nomos precisam de observações com
melhor resolução. Mas objetos rela-
tivamente macios e amplamente dis-
tribuídos, como o gás quente em
aglomerados galácticos, são difíceis
de fotografar com interferómetros
rádio de alta resolução. Para superar
esta dificuldade, o ALMA utilizou o
Atacama Compact Array, também
conhecido por Morita Array, a maior
n




