ASTRONÁUTICA
cial (Sputnik), quando uma son-
da chamada Deacon foi repeti-
damente lançada para voo sub-
orbital. Passaram já cerca de 60
anos desde essas tentativas, e
agora a ideia de um rockoon
(junção das palavras ‘rocket’, fo-
guete, e ‘balloon’, balão) veio
acima novamente, graças à
empresa aeroespacial espanhola
Zero 2 Infinity.
Fundada em 2009 por Jose Ma-
riano Lopez-Urdiales (atual CEO),
esta empresa com sede em Bar-
celona especializa-se no trans-
porte de elevada altitude de
instrumentos científicos utili-
zando estes balões e o recolhi-
mento de dados destas viagens.
Usando um sistema chamado
‘near-space balloon platform’,
em maio de 2016, a Zero 2 Infi-
nity transportou com sucesso
para a estratosfera – altura de
28 km – o primeiro satélite feito
pela empresa Aistech (também
localizada perto de Barcelona).
Essa missão era essencialmente
um teste das soluções e instru-
mentação que as duas empresas utilizaram,
mas para a Zero 2 Infinity era também um
passo importante em direção à implemen-
tação do seu projeto Bloostar. Definido
como um ‘atalho para órbita’, Bloostar é um
foguete transportador híbrido que lança pe-
À
esquerda,
vista de lado
do Bloostar com a
capota fechada.
Por baixo, os três
estágios do fo-
guete e a plata-
forma que irá
conter a carga útil.
[Zero 2 Infinity]
feiçoadas e são maioritariamente aplicáveis
a cargas úteis leves, ou seja, pequenos saté-
lites, que vão para órbitas baixas. Se o obje-
tivo é essencialmente transportar pequenos
satélites, outra maneira foi, de facto, men-
cionada a meio do último século, uma que
permite a uma carga
útil com um fogue-
te transportador de
tamanho e potência
reduzida, levado até
uma elevada altitu-
de usando um balão
capaz de chegar à
estratosfera. É, resu-
midamente, uma es-
pécie de plataforma
de lançamento voa-
dora. Esta solução foi
experimentada du-
rante a década que
levou à primeira ver-
dadeira missão espa-




