CRÓNICAS ESPACIAIS
U
m zoom
à estrela
velha LL Pe-
gasi na con-
stelação de
Pegasus.
[Hyosun Kim
(ASIAA)]
U
ma equipa internacional de astrónomos utilizando o Atacama Large Milli-
meter/ submillimeter Array (ALMA) desvendou a natureza elíptica da ór-
bita binária da estrela velha LL Pegasi e da sua companheira. A figura mostra a
imagem composta de gás molecular em torno da LL Pegasi. Ao comparar esta
distribuição de gás mostrada em incrível detalhe pelo ALMA com as simulações
teóricas, a equipa concluiu que a bifurcação do padrão de concha em espiral
(indicada por uma caixa branca) é resultado de um sistema binário altamente
elíptico. [ALMA (ESO/NAOJ/NRAO) / Hyosun Kim et al.]
n
bita circular. É
agora igual-
mente espan-
toso que esta
espiral com-
pleta e ine-
quívoca melhor caracterizada é in-
fluenciada por um binário em órbita
elíptica.
“Apesar de a imagem do HST nos
mostrar a belíssima estrutura em
espiral, é uma projeção 2D de uma
forma 3D, que se torna completa-
mente revelada nos dados do
ALMA,”
diz Raghvendra Sahai (JPL,
USA), coautor do estudo. As novas
imagens do ALMA revelam a infor-
mação espácio-cinemática de um
gás molecular denso no padrão de
concha em espiral, desvendando a
dinâmica da perda de massa da
estrela gigante modulada pelo seu
movimento orbital.
“O intervalo entre os braços da espi-
ral indica que o período orbital da
LL Pegasi é cerca de 800 anos, pelo
que o movimento do binário mal
pode ser detetado, mesmo com con-
tínuas observações ao longo de vá-
rios períodos de vida humana. Des-
codificar o padrão de concha em
espiral é uma maneira inteligente
de mapear a história do movimento
orbital,”
acrescenta Sheng-Yuan Liu
(ASIAA, Taiwan), coautor do estudo.
“Pondo esta espantosa concha em
espiral à mostra, a natureza deixou-
nos algumas mensagens claras. De-
cifrar essas mensagens para deter-
minar a dinâmica das estrelas cen-
trais é o desafio com o qual os astró-
nomos se estão a debater,”
observa
Hyosun Kim.
Entre as fases de evolução estelar,
encontra-se atualmente no ramo gi-
gante assimptótico, que reflete o
futuro do Sol daqui a alguns milha-
res de milhões de anos. Esta estrela
foi avistada há cerca de dez anos de-
vido a uma imagem de uma espiral
quase perfeita tirada com o Hubble
Space Telescope. A presença de uma
espiral a rodear uma estrela velha
nunca tinha sido relatada antes da
descoberta deste objeto.
“Este siste-
ma invulgarmente ordenado abre a
porta para a compreensão de como
as órbitas de tais sistemas evoluem
com o tempo, dado que cada enro-
lamento da espiral mostra uma ór-
bita diferente num período diferen-
te,”
diz Mark Morris (UCLA, USA),
um coautor do estudo. A regulari-
dade do padrão foi bastante surpre-
endente, levando a ser considerado
como um sistema binário numa ór-




